quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Invenção da Tradição


A realização de uma Copa do Mundo a exatamente 80 anos atrás é algo a ser pensado, não somente pela área esportiva e sim pensar em colocar outras áreas, como a história e economia por exemplo, pois em 1930 o mundo ainda se recuperava da crise de 1929. 

Podem os mais desconfiados perguntarem: "Porque a o Uruguai sediar, um grandioso evento em sua primeira edição e não na Europa?". Se colocarmos a Itália na disputa para sediar o evento com o apoio dos países europeus vizinhos (Holanda, Espanha, Hungria e Suécia).

Os sul-americanos já tinham colocado o futebol inglês em sua cultura suas próprias características, de tal forma que nas Olimpíadas de 1924 (Paris) e de 1928 (Amsterdã) os sul-americanos conquistaram o torneio, com o Uruguai sendo Bi-Campeão.

A tradição da Celeste (apelido da seleção uruguaia), se desenvolve ainda num esporte semi-profissional. O futebol buscava, na década de 30, afirmação de se tornar o esporte de maior expressão cultural das sociedades modernas. A favor desta tradição Celeste e que tinha um representante de peso a seu favor, Enrique Buero que era vice-presidente da FIFA na época e amigo pessoal de Jules Rimet (3º presidente da FIFA e idealizador da Copa do Mundo).

A amizade, os interesses políticos-econômicos juntamente com a comemoração da Independência do Uruguai e a proposta de construir um estádio que simboliza-se a nação (Centenário de Montevidéu, feito em tempo recorde: 8 meses), deram a vitória ao país sul-americano para sediar a Copa, dando a forma da Celeste em plena lembrança ao seu processo histórico libertação, agora ela reuniu tradições e venceu outro europeu. 

Um comentário:

  1. Texto muito bem elaborado!
    Idéias novas são bem-vindas neste mundo que as pessoas tem preguiça de pensar.

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