domingo, 13 de junho de 2010

Copas do Mundo 1934 e 1938

1934 - A CBD (Confederação Brasileira de Desportos) por questões políticas atrapalhou a formação da seleção brasileira. Dessa reza briga entre o Rio de Janeiro e São Paulo, deu lugar a um confilto entre profissionais e amadores. Desde de 1933, os clubes aderiram ao profissionalismo. Contudo, a CBD seguia apoiando o amadorismo e mesmo com a criação de novas federações ligadas ao futebol profissional, a CBD era a única filiada a FIFA, ela que tinha poder para poder convocar os jogadores. Assim atletas do Botafogo (o único grande time amador) e a CBD foi atrás de jogadores de outras equipes, prometendo bons contratos.

"Seleção de Cotados" entre eles: Leônidas (Vasco) e Luiz Luz (Nacional do Uruguai).
1- Germano (Botafogo)   2- Pedrosa (Botafogo)
3- Luiz Luz (CBD)          4- Octacílio (Botafogo)
5- Sílvio Hoffman (CBD)  6- Ariel (Botafogo)
7- Camalli (Botafogo)     8- Martim (Botafogo)
9- Tinoco (CBD)           10- Walolyr (Botafogo)
11- Armandinho (CBD) 12 - Átila (Botafogo)
13- Carvalho Leite (Botafogo)   14- Leônidas (CBD)
15- Luisinho (CBD)       16- Patesko (CBD)
17- Waldemar Brito (CBD)
Técnico Luiz Vinhaes

A CBD amadora e enfraquecida pelas divergências regionais e pelo avanço do profissionalismo rendeu-se a convocação de um time titular com cinco titulares cariocas, quatro paulistas e dois gaúchos. A seleção disputou uma única partida depois de 12 dias de viagem de navio para a Ítalia. Foi derrotada pela Espanha por 3 a 1, já nas oitavas-de-final.

1938 - A CBD entra para o profissionalismo, para garantir o posto de entidade máximo do futebol do país de entidade máxima do futebol graças a isso, a preparação para a Copa de 1938, demonstrou organização sem superior. Contudo o preparador brasileiro Ademar Pimenta, manteve o time no velho sistema diagonal, pois não tinha informações sobre WM, criado em 1925 pelo inglês Albert Chapman, Esta Copa pode-se falar que foi a primeira de uma seleção de verdade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Copas do Mundo pós Muro de Berlim












De grandes momentos o evento maior do futebol, vivi, o mais glamuroso é a cada quatro anos e nunca coincide com os Jogos Olímpicos, que por sinal terá influência da FIFA sobre o COI (Comitê Olímpico Internacional). Uma Copa dentro de um cenários político-econômico, da queda do Muro de Berlim, a angústia da União Soviética. A Copa nestes últimos anos realizou a competição em países de pesos econômicos, como a Copa da Itália (1990), vencida pelos alemães, agora uma nação unificada.
Em 1994 (EUA), terra do basquete, beisebol e futebol americano, bateu todos os recordes de público no envento vencido pela seleção brasileira. Em 1998 (Copa da França), a França investiu US$ 1 Bilhão de doláres e com um time bem heterogêneo, desde africanos, latinos e árabes (todos naturalizados) venceram um Brasil inerte e apático.
Já na Copa de 2002, Japão e Coréia do Sul, realizaram um grande evento, mostrando ao mundo ocidental a efiência dos Asiáticos, fazendo a primeira Copa do Mundo fora do eixo cristão.
Para refletir, a Copa de 2006 trouxe um caráter de extrema união ao povo alemão, com sua estrutura econômica e social, totalmente reestruturada pós 2º Guerra e pós a queda do Muro de Berlim.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Invenção da Tradição


A realização de uma Copa do Mundo a exatamente 80 anos atrás é algo a ser pensado, não somente pela área esportiva e sim pensar em colocar outras áreas, como a história e economia por exemplo, pois em 1930 o mundo ainda se recuperava da crise de 1929. 

Podem os mais desconfiados perguntarem: "Porque a o Uruguai sediar, um grandioso evento em sua primeira edição e não na Europa?". Se colocarmos a Itália na disputa para sediar o evento com o apoio dos países europeus vizinhos (Holanda, Espanha, Hungria e Suécia).

Os sul-americanos já tinham colocado o futebol inglês em sua cultura suas próprias características, de tal forma que nas Olimpíadas de 1924 (Paris) e de 1928 (Amsterdã) os sul-americanos conquistaram o torneio, com o Uruguai sendo Bi-Campeão.

A tradição da Celeste (apelido da seleção uruguaia), se desenvolve ainda num esporte semi-profissional. O futebol buscava, na década de 30, afirmação de se tornar o esporte de maior expressão cultural das sociedades modernas. A favor desta tradição Celeste e que tinha um representante de peso a seu favor, Enrique Buero que era vice-presidente da FIFA na época e amigo pessoal de Jules Rimet (3º presidente da FIFA e idealizador da Copa do Mundo).

A amizade, os interesses políticos-econômicos juntamente com a comemoração da Independência do Uruguai e a proposta de construir um estádio que simboliza-se a nação (Centenário de Montevidéu, feito em tempo recorde: 8 meses), deram a vitória ao país sul-americano para sediar a Copa, dando a forma da Celeste em plena lembrança ao seu processo histórico libertação, agora ela reuniu tradições e venceu outro europeu.